Pomar Digital

Uma colheita do que de melhor se faz na net, também com produção caseira

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O que tem de ser tem muita força

Mas o meu iPhone 5s está a precisar de reforma. A bateria está bastante gasta e o ecrã, por culpa minha, já viu melhores dias.

Está uma pessoa à espera que saia um novo telefone, para o poder experimentar e decidir se muda para Android, quando o actual se antecipa e decide que é hora de trocar. Isto deve ter a ver com a história do machine learning. 🙂

Mas há que ser positivo. O lançamento do iPhone 7 tirou 50 euros ao preço do iPhone SE. Agora é só esperar que o touch aguente mais dois dias.

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Cliente satisfeito à casa torna

Depois de uma semana em Ponte de Lima, no dia do regresso a Lisboa encontro-me com o Marco e a Joana – também eles de regresso –  para um almoço em Matosinhos. A escolha recaiu na francesinha do Requinte. Nada a apontar ao Requinte ou à sua francesinha, que é bem boa. Mas esta história é sobre croissants.

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Durante o almoço, comentei que ia aproveitar para passar na Confeitaria Henrique Carvalho para levar croissants. O Marco falou num outro local que tinha croissants do mesmo género, a Padaria Ribeiro, e que tinha uma casa em Matosinhos. Consulta rápida nos telefones e descobrimos que a Ribeiro ficava a 800 metros dali. Acabámos as francesinhas e fomos desmoer até ao café e croissants.

No expositor, entre vários outros bolos, estavam os croissants. Realmente parecidos com os da Henrique Carvalho. Meio espalmados, não muito cozidos e com uma calda de açúcar por cima. Pedimos um croissant e um café para cada. E é aqui que tudo muda…

À mesa chegam os cafés e três croissants que pouco tinham a ver com os que estavam expostos. Mais cozidos, mais altos e convenientemente já cortados ao meio. Pelas partes mais estreitas, que apanhavam mais calda, dava para perceber que eram dos mesmos. Apenas devem ter cozido demais. Como dificilmente passávamos por locais, levámos com eles.

Quando fomos embora olhei novamente para o expositor. Realmente os croissants perto do vidro tinham um óptimo aspecto. Apenas espreitando lá para trás se viam alguns menos conseguidos, provavelmente à espera de serem despachados para clientes como nós.

Se podia ter refilado? Sim, podia. Mas preferi andar 500 metros até à Henrique Carvalho e trazer quase 20 croissants comigo. Se na Ribeiro não me tivessem servido daquela forma, talvez tivesse trazido alguns de lá.

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Curiosamente, na Henrique Carvalho, enquanto colocava os croissants numa caixa, a senhora que me atendeu ficou uns segundos a olhar para um deles e acabou por o colocar de lado. Provavelmente não estava no ponto.

Vou continuar a passar na Confeitaria Henrique Carvalho sempre que estiver perto de Matosinhos.

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This is not the Apple you are looking for

E enquanto não surgir outra marca a fornecer uma experiência melhor, de forma consistente, a Apple continuará a ser líder.

A frase é minha, escrita em Fevereiro de 2012, e continua tão actual como quando a escrevi. A diferença é que, para mim, começam a aparecer marcas a igualar – e talvez melhorar – a experiência dos produtos Apple.

Para os Mac não vejo sequer um concorrente à altura, mesmo numa altura em que a linha de computadores Apple está desactualizada e demasiado cara para o que oferece. Já com o iPhone a história é outra. Desde que a Apple lançou o iPhone 6 que deixou de ser um telefone que me cativa. Não gosto do tamanho e acho o desenho demasiado estéril. Um aparelho que se tornou cada vez mais fino, com baterias cada vez mais pequenas, e que no 6 se tornou tão fino que a lente não cabe totalmente no chassi. Com tudo isto tornou-se cada vez menos ergonómico e difícil de segurar com uma mão. O iPhone 3G era tão agradável de utilizar. Mesmo o iPhone 5c é tão melhor na mão que o 5/5s/SE.

Em 2012 também escrevi que os Nokia Lumia me deixavam intrigado. Na altura o Windows Phone não era um sistema capaz de competir com o iOS. Hoje o Android já o é. Está mais maduro, tem as funcionalidades necessárias e muitas aplicações disponíveis. Mas o sistema não é tudo. O hardware é fundamental. E há um fabricante que me tem cativado: a Sony. Fui fã dos Sony Ericsson e os Sony Xperia têm um desenho que me fez olhar para eles. Podem não ter as características de topo de outros aparelhos Android (ecrãs 4k num telefone?), contudo, como nos computadores, estamos a chegar a um ponto em que há vida para além da velocidade dos processadores.

Há uns meses descobri a linha Xperia Compact. Versões mais pequenas dos Xperia “normais”, ligeiramente maiores que o meu iPhone 5s e com características dos melhores telefones da Sony. Fiquei de tal forma curioso que até tenho seguido as novidades sobre o Android. Esta semana a Sony apresentou o Xperia X Compact. Não é uma verdadeira versão mais pequena do Xperia XZ (o topo de gama) – com excepção feita à câmara principal – mas anda lá perto.

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É um pouco mais largo, um pouco mais alto, um pouco mais espesso e um pouco mais pesado (135 g vs 113 g) que o iPhone SE. Mas tem um ecrã maior e com uma definição superior, próxima do iPhone 6. Parece ser mais ergonómico que o modelo anterior, o Xperia Z5 Compact, que já é agradável de utilizar. É verdade que tem quase 1 cm de espessura, mas não é por acaso. A bateria tem 2700 Mah de capacidade. Como comparação o iPhone SE tem 1624 Mah. O que importa é o que se faz com esta capacidade, mas 66% extra é considerável. O processador não é o topo da linha mas, com um ecrã de resolução inferior a muitos telefones Android maiores, tudo indica que será mais que suficiente.

O Sony Xperia X Compact chega ao mercado no final do mês. Até lá a Apple vai apresentar novidades e talvez a própria Google lance novos Nexus (que agora se deverão chamar Pixel). Mas o meu iPhone 5s está a precisar de reforma. A bateria está bastante gasta e o ecrã, por culpa minha, já viu melhores dias.

Será este Sony uma melhor experiência que o iPhone? Estou tentado a descobrir.

A areia para os olhos do videoárbitro

A FIFA decidiu introduzir o videoárbitro e durante a época de 2016/2017 vamos ter os primeiros testes do sistema. Mas o que podia ser algo bastante positivo para o futebol – como o tem sido em várias outras modalidades – parece não ser mais que areia para os olhos.

Portugal faz parte dos países onde o videoárbitro será testado, a começar já na super taça. Durante o primeiro ano os testes serão em “off”, não havendo comunicação directa entre o árbitro principal e o videoárbitro. Parece que um outro árbitro, na bancada, irá simular os pedidos de assistência vídeo. Até aqui tudo bem. Estes primeiros testes servem para melhorar o sistema antes de ser utilizado a sério.

O problema está nas limitações que a FIFA colocou ao uso desta tecnologia. Quem pensava que o videoárbitro ia tornar o jogo mais justo, enganou-se. Se não, vejamos: As situações de actuação são 4: grandes penalidades, validação de golos (linha de baliza), expulsões e identificação de jogadores (cartões). De fora ficam as situações que mais prejudicam a verdade no futebol: foras-de-jogo e faltas mal assinaladas.

Dos 4 vectores de actuação do videoárbitro, apenas as grandes penalidades têm influência nos jogos com relativa frequência. O que vemos praticamente todas as semanas são golos que resultam de situações de fora-de-jogo (ou anulados por foras-de-jogo mal assinalados) e outros que acontecem após livres e cantos mal marcados. Todas essas situações vão continuar a acontecer. E ainda temos o detalhe do videoárbitro ser apenas passivo, ou seja, só entra em acção a pedido do árbitro principal. Até uma grande penalidade mal assinalada pode não ser corrigida porque o árbitro tem a certeza que viu a falta.

O futebol não pode passar a ser arbitrado da bancada, mas não há justificação para  que um golo marcado em fora-de-jogo não seja anulado, activamente, pelo videoárbitro, poucos segundos depois de ter sido marcado.

Este ano não vamos ver nada. E nos próximos anos não me admirava de continuarmos a ver a verdade desportiva a ser posta em causa a cada fim-de-semana.

Descubra as diferenças

De um artigo no WallStreet Journal sobre as tácticas negociais da Apple com os estúdios de televisão:

Mr. Cue is also known for a hard-nosed negotiating style. One cable-industry executive sums up Mr. Cue’s strategy as saying: “We’re Apple.”

In 2013, Mr. Cue met with Mr. Britt, Time Warner Inc. CEO Jeff Bewkes and other executives in Mr. Britt’s office overlooking Manhattan’s Central Park. Time Warner owns HBO, TNT, CNN and other channels. Apple’s Mr. Cue arrived 10 minutes late and was wearing jeans, tennis shoes with no socks, and a Hawaiian shirt, says a person familiar with the meeting. The other executives were wearing suits.

E do livro Creativity, Inc. (recomendo a leitura):

The morning of the big negotiating session, all of us but the CFO were on time — Steve and his attorney; me, Alvy, and our attorney; Lucasfilm’s attorneys; and an investment banker. At precisely 10 A.M., Steve looked around and, finding the CFO missing, started the meeting without him! In one swift move, Steve had not only foiled the CFO’s attempt to place himself atop the pecking order, but he had grabbed control of the meeting. This would be the kind of strategic, aggressive play that would define Steve’s stewardship of Pixar for years to come.

São ambientes diferentes e necessidades diferentes – e sabemos que o Steve Jobs podia ser um grande sacana quando queria. Mas porquê ir para uma reunião com uma atitude de bully? A falta de respeito dos executivos da Apple tem sido cada vez mais evidente. Já tinha falado sobre as bocas e piadas durante a WWDC de 2015. Agora temos esta história. E juntemos a isto o que se passa com a linha de Macs, reveladora da falta de respeito também pelo cliente.

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Não basta uma linha de computadores quase toda desactualizada (437 dias no MacBook Pro, 508 dias no MacBook Air e 953! dias no Mac Pro), como os preços destes produtos mantém-se iguais desde o dia do lançamento. Quando o Mac Pro foi apresentado Phil Schiller disse “can’t innovate anymore, my ass”. Passaram mais de 2 anos e meio desde que essa inovação chegou ao mercado. Hoje, se alguém quiser um Mac Pro vai comprar a mesma máquina de 2013 e pelo mesmo preço. Nem as gráficas – a grande aposta de processamento do Mac Pro – foram actualizadas ou podem sequer ser trocadas pelo utilizador.

Claro que um cliente individual pode esperar… se não tiver problemas de hardware num equipamento fora de garantia. Se a motherboard morrer, azar. Compra um computador antigo pelo preço de um novo. Mas não há escolha. Para quem usa Macs, a concorrência consegue ser pior que um Mac desactualizado. Mesmo os MacBook  já bastante desactualizados continuam a ser bons computadores. Os processadores não evoluíram assim tanto, o que ajuda. Mas tal não justifica que se continuem a vender os antigos ao preço dos novos. Há sempre áreas para melhorar, como o USB, o bluetooth, etc. A velha história do melhorar os produtos em pequenos incremento. Tenho saudades dessa Apple.

Vamos ver o que setembro nos traz, para além de um iPhone 6 sem porta mini-jack.

A melhor “armband” para a corrida

Quando comecei a correr levava uns calções, tshirt e ténis. Depois surgiu o Nike+ e comecei a levar um iPod. Mais tarde apareceu o iPhone e, claro, o Nike+ estava lá. Mas levar um telefone para a corrida nunca me entusiasmou. Se dá jeito estar ligado ao mundo enquanto vou e venho da corrida, já durante a corrida aquilo só chateia. E nem tenho um modelo ao estilo cabina telefónica.

Cheguei a experimentar uma armband, mas não gostei. Ou ficam demasiado apertadas quando se dobra o braço, ou demasiado soltas quando se alonga o braço. Levar o telefone no bolso dos calções também não é opção, pois as cento e poucas gramas são suficientes para o telefone se fazer notar enquanto é atirado para todo o lado pelas leis de Newton.

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